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ProQuest: Uma História de Liderança.



Estamos na Era Digital e é fácil esquecer-se de que, até pouco tempo atrás, a grande maioria de livros e publicações simplesmente não estavam disponíveis para os acadêmicos e pesquisadores, e muito menos para o público geral. Coleções indispensáveis para pesquisa eram restritas a poucas bibliotecas no mundo. Como consequência, acesso aos mais importantes trabalhos acadêmicos era geralmente uma tentativa demorada e limitada por custos proibitivos.  

No começo da década de 30, um jovem chamado Eugene Power – funcionário da companhia Edward Brothers Printing of Ann Arbor, em Michigan nos Estados Unidos- decidiu se empenhar em resolver  problemas de acesso à informação. Seu objetivo era duplo: “Preservar a informação… e libertar leitores das limitações das publicações impressas.”

Power estava fascinado com a possibilidade de publicar “sob demanda”, ou seja, de criar uma cópia única e de custo acessível de cada manuscrito conforme fosse necessário. Power se associou com pioneiros da indústria fotográfica dos Estados Unidos inteiro e ficou impressionado com o potencial da microfotografia. Após desafiar-se a “fazer o conteúdo das grandes bibliotecas disponível nos Estados Unidos” em 1935, Power partiu levando sua camera de microfilme com destino ao Museu Britânico, onde ele começou o longo processo de filmar cada livro impresso na Inglaterra antes de 1550.

Em meados de Junho de 1938, Power já havia alugado dois quartos de uma casa funerária no centro de Ann Arbor, Michigan, e usava um deles como câmara escura. Em resposta ao interesse do público pelo seu trabalho, Power fundou sua própria companhia: University Microfilms, que depois se tornou UMI. Com apenas três funcionários, o sucesso da empresa foi fruto de muito esforço. O primeiro e único produto daquele ano – a coleção “Early English Books”- foi o trabalhoso resultado das micrografias feitas durante a viagem de Power ao Museu Britânico. O número inicial de clientes eram 11. Em contradição ao começo modesto, o  negócio promissor teve lucros em seu primeiro ano, e nos anos seguintes criou uma base firme para o surgimento de um empreendimento maior que hoje em dia é conhecido como ProQuest.

Atento a cada oportunidade de utilizar a tecnologia de microfilme, Power teve a idéia de filmar dissertações, apresentando então uma alternativa econômica para os estudantes, que precisavam cumprir o requisito de publicar seus trabalhos doutorais e antes tinham a impressão offset como única opção. Agora, quase 70 anos depois, quase todas as instituições na América do Norte publicam suas dissertações através da ProQuest.

Após o início da Segunda Guerra Mundial, Power retornou à Europa com a missão de filmar e preservar as grandes obras das bibliotecas européias antes que estas fossem destruídas. Sob o patrocínio da Fundação Rockfeller, Power filmou 13 milhões de páginas de manuscritos ameaçados pela Guerra.

Progressivamente, a UMI continuou a diversificar sua linha de produtos. A coleção Early English Books foi apenas o começo. Com o passar do tempo, a UMI adicionou milhares de obras ao seu acervo: coleções, jornais (incluindo o notável “New York Times”), periódicos, livros fora de catálogo, diretórios telefônicos, e mais milhares de dissertações e teses. 

Avanços na tecnologia da litografia permitiram que a UMI começasse a publicar e distribuir alguns desses materiais sob demanda, incluindo edições em papel ou microfilme. Durante esse processo foi provada mais uma vez a viabilidade da idéia original de Power: que é realmente possível libertar leitores das limitações das publicações impressas. Cada avanço relacionado à forma pela qual a informação é preservada e distribuída  tem sido usado pela empresa para alcançar esse objetivo, com resultados que literalmente tem mudado a forma pela qual o mundo encontra e utiliza informações.

Como era de se esperar, o crescimento sólido e constante da UMI tornou a empresa muito interessante para um considerável número de corporações da Fortune 500 à procura de aquisições lucrativas. Em 1962, a empresa foi comprada pela Xerox. Em 1967, a UMI já era a líder de mercado na transição de tecnologia de informação analógica para tecnologia de informação digital. A compra da UMI pela Bell & Howell em 1985 selou o compromisso com a digitalização como o caminho para qualquer crescimento futuro. Em 1986, a UMI- ainda como uma subsidiária da Bell & Howell- lançou o primeiro banco de dados em CD-ROM.

Em 1989, a UMI regressou às suas raízes pré-Segunda Guerra ao estabelecer uma “Divisão de Preservação” dedicada a selecionar e preservar conteúdo intelectual que estivesse sob risco de deterioração. Mesmo contando com a existência de avanços na tecnologia digital, a UMI percebeu que a micro-formato é o único método de preservação eficiente contra os efeitos do tempo.

A UMI também se dedicou em descobrir formas mais efetivas de disseminar a riqueza das informações acumuladas em filme. Em 1995, a UMI começou a oferecer acesso online a bancos de dados específicos, o que marcou o princípio do Serviço Online de Informações ProQuest.

Logo em seguida, centenas de jornais e periódicos completos, em conjunto com milhares de dissertações, foram disponibilizados na Internet. Em 1996, o Serviço de Informação Online ProQuest foi nomeado o “Melhor Produto Profissional Online” pela Associação da Indústria da Informação. Em 1998, foi honrado pelo Instituto Smithsoniano, tornando-se parte do seu programa de Coleções Permanentes na Inovação da Tecnologia da Informação no Museu Nacional de História Americana.

Naquele mesmo ano, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos reconheceu a UMI como o website externo oficial repositório de dissertações e teses em formato eletrônico. O acontecimento marcou a primeira vez em que a Biblioteca do Congresso escolheu um agente externo para administrar e abrigar uma de suas coleções digitais.

Em 1999, a UMI reafirmou sua presença global com a aquisição da empresa Chadwyck-Healey. Fundada em 1963 e conhecida à longa data por seus materiais acadêmicos complexos e inovadores, Chadwyck-Healey oferece conteúdo em forma digital e micro-formato para a comunidade mundial acadêmica.

Em 2001, em busca de maior reconhecimento de marca, a Bell & Howell mudou seu nome para ProQuest Company (NYSE:PQE) e a divisão correspondente à UMI se tornou ProQuest Information & Learning.
 
Hoje em dia, como resultado de acordos com mais de 9.000 editores do mundo inteiro, ProQuest Information & Learning oferece acesso à informação proveniente de periódicos, jornais, livros fora de catálogo, dissertações, e artigos acadêmicos em diversos formatos. Seu acervo conta com mais de 5.5 bilhões de páginas de informação, incluindo mais de 500 anos de conhecimento acadêmico e cultural, em formatos que variam da impressão em papel, à micro-formato, e à publicação digital. 

Famosa pelos seus pontos fortes nos negócios e economia, referência geral, humanidades, e conteúdo científico/técnico/medico, a ProQuest Information & Learning serve os mercados acadêmico, público, corporativo, bibliotecas do Ensino Fundamental e Médio, em adição ao mercado de materias didáticos para o Ensino Fundamental, Médio e Superior.

Além da divisão ProQuest Information & Learning, a ProQuest Company também conta com a divisão ProQuest Business Solutions, que serve a indústria automobilística e de maquinaria  através da venda de aplicações de gerenciamento, técnicas, e de e-commerce. Seus produtos facilitam operações administrativas ao transformar dados complexos sobre medidas de performance em respostas mais acessíveis. Essa informação, em retorno, auxilia fábricas, concessionárias, e redes de prestação de serviço a gerenciar seus negócios de forma mais efetiva.

Nos últimos anos, sob a liderança do CEO Alan Aldworth, a ProQuest Company também tem se empenhado em fortalecer seus recursos de Ensino Fundamental e Médio. Com a  recente aquisição do produtos SIRS, Reading A-Z, Culture Grams, Voyager Expanded Learning e Explore Learning, a ProQuest se tornou uma provedora pioneira de soluções inovadoras e confiáveis sistemas de aprendizado que ajudam professors e alunos. Alfabetização universal, por exemplo, é a missão da Voyager, e é apenas uma amostra dos amplos objetivos da ProQuest em servir o mercado de educação.

Em adição, aquisições têm como foco trazer novas companhias de prestação de serviços sob a família de divisões da ProQuest. Serials Solutions, que se tornou parte da ProQuest Information & Learning em 2004, lança mão de um entendimento inovador em desenvolver ferramentas que permitem que bibliotecas gerenciem suas extensivas coleções eletrônicas. Com um plano de negócios que se aproveita de cada inovação tecnológica, Serial Solutions se tornou rapidamente um líder de mercado. E é esse tipo de dinâmica interna que levou a revista Business 2.0 a nomear ProQuest uma das companhias de crescimento mais rápido no setor de tecnologia em 2004 e 2005.

Atualmente, a ProQuest emprega mais de 2500 funcionários. Seus escritórios nos Estados Unidos são em Ann Arbor, Michigan; Richfield, Ohio; Louisville, Kentucky; Atlanta, Georgia, e outras cidades no país. Internacionalmente, ProQuest tem escritórios na Inglaterra, Alemanha, Brasil (Rio de Janeiro), além de representantes de vendas espalhados pelo mundo todo.

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